O TOMBO – Quando se descobre que, de fato, do chão a gente não passa.
November 10, 2008
O tempo e a rotina continuaram, como sempre, e aquele sonho não fazia mais parte de seus pensamentos. Uma coisa que podemos perceber deste jovem é que ele trabalha muito e em diversas oportunidades escolhe o trabalho à diversão. Já perdeu fins de semanas, noites, festas, aniversários e feriados trabalhando. Ele acredita que como ele não é melhor que os outros, tem que trabalhar mais, e assim acaba se afundando no trabalho, acumulando estresse e cansaço sem perceber e deixando de aproveitar aquilo que a vida tem de melhor que é viver e, assim, passou os últimos meses trabalhando tanto que não percebia que seu corpo e sua mente estavam próximos do limite.
Este fim de semana, porém, tinha um acontecimento especial. Um casal de amigos, dos tempos de faculdade, ia se casar no sábado. Depois de mais uma longa temporada de trabalho ininterrupto, ele, mais uma vez, abriu mão de sair, de conhecer gente nova e se divertir com a mesma desculpa de sempre, que estava cansado e a nova desculpa que ele deu para si que era este casamento, como tinha compromisso no dia seguinte se conformou em não sair no sábado. Chegou tarde em casa e como de costume, deitou-se no sofá para ver um pouco te TV.
Por sorte estava passando um filme bastante interessante e, pelo menos, o mínimo de distração ele tinha, não que fosse melhor do que ter saído, mas era melhor do que nada. Assistiu quase até o final do filme quando a sede acumulada ficou mais forte e, então, decidiu levantar-se rapidamente para tomar um copo de água para não perder muito do filme. Correu até a cozinha e ao pegar o copo e abrir o filtro, sem mais nem menos, apagou.
Foi como um curto-circuito em que a luz se apaga repentinamente e nada se vê, a diferença era que nada se via nem se sentia. Suas pernas não o sustentaram e, como uma árvore serrada em uma floresta, desabou de costas, batento com a cabeça no chão com toda a força que seus 1,80 metros puderam gerar com a força da gravidade. Estava, agora, inconsciente, com a cabeça arrebentada enquanto o sangue se espalhava no chão da cozinha. De uma hora pra outra a vida decidiu que era hora dele acordar fazendo-o dormir.
O SONHO – Onde os acontecimentos podem ser tão verdadeiros que confundem-se com a realidade.
November 3, 2008
Um Hospital, como chegou lá ou o que aconteceu ele não se lembra, a única coisa que ele sabe é que há uma linda garota no local. Ele sabe que um pronto socorro não é o melhor lugar para se conhecer alguém, mesmo assim, se enche de coragem para conhecê-la.
Sua condição é desconhecida. Não há dor nem lembrança do que aconteceu, apenas uma certeza, ele é o paciente pois está sentado em uma maca, com a cabeça enfaixada. Entretanto, nada disso importa, seu foco agora é na bela morena que está ali, próxima a ele e então… PIII PIII PIII… toca o despertador e ele acorda daquilo que ele acreditava ser um acidente que poderia, no fim, trazer alguma coisa boa. Estava impressionado como o sonho era real, e como a figura da morena que lá estava o marcou, mas isso também não importa, estava na hora de levantar e ir trabalhar.

