O giro perfeito do Menino Pião
May 29, 2009
Ele sonhava em ser capaz de fazer aquilo que nasceu para fazer melhor do que ninguem. Se enrolava todo, se jogava, batia contra paredes, quebrava vidraças, encontrava outros como ele e juntos trocavam dicas e experiências e apesar de descontrolado, era feliz na busca de seu sonho.
Foi ganhando controle e experiencia, já não se chocava tanto com as coisas cada vez se enroscava menos com a corda. Foi percebendo que conforme o sonho se aproximava, todo o resto ficava mais longe.
Hoje ele consegue dar um giro perfeito, não esbarra em nada e não encontra ninguem. Fica sempre parado, girando em torno de si mesmo, ele não para nunca, mas nunca sai do lugar.
O problema do topo é que de lá você só pode descer. Ele pode girar sem parar e sem andar, mas se ele é feliz assim, tudo bem né? Pelo menos alguém se livrou da cobrança de chegar a algum lugar.
Oi… tava passeando pela internet e li o que escreveu…
Deu vontade de postar algo que pensei… entaum, lá vai:
Muitas vezes, acreditamos que o melhor que podemos encontrar está dentro da gente e agrupamos todas as nossas expectativas no que sentimos em determinadas experiências que tivemos e buscamos sempre aprimorar… acontece que o melhor está justamente naquilo que ainda não foi experimentado… nas pessoas que ainda não descobrimos ou naquilo que ainda não descobrimos sobre elas ou sobre nós.
Que esse menino peão ainda leve muitos tombos e que sempre levante dando um giro novo…rs
hoje eu acho exatamente o contrario. o universo reside dentro de nos. já temos todas as respostas, todas as habilidades. entretanto elas esperam adormecidas. encontrar as chaves que nos dao acesso a quem somos é ser o mais como se quer ser.
Sabe, Sr Palito, eu penso que determinadas respostas são relativamente certas ou erradas para uma pergunta, dependendo do contexto… e, quanto às habilidades, só são adquiridas por meio de treino – o que requer experiências novas, onde geralmente precisamos interagir com algo externo que combinado ao nosso conhecimento de mundo, formam um novo conhecimento…
Mas, sendo sincera, gostei também do teu ponto de vista mais poético e introspectivo…